Operação Escudo reduz em 19% crimes contra a pessoa em Curitiba 02/09/2008 - 10:25

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo José de Oliveira, divulgou nesta segunda-feira (1), durante a reunião semanal Mãos Limpas, os resultados da Operação Escudo, em Curitiba. A ação, que começou há 120 dias, coloca mais policiais militares nas ruas nos horários em que há maior circulação de pessoas. Os dados mostram a redução de vários tipos de crimes, na capital. “O mais importante de tudo é a tranqüilidade que as pessoas estão sentindo quando estão se deslocando pelas ruas de Curitiba nos horários em que a operação está lançada”, disse Anselmo.

De acordo com o comandante da PM, os resultados, que ele considera muito positivos, são relativos ao mês de junho de 2008, já com a Operação Escudo, em relação ao mês de junho do ano passado. “Nesse mês, a operação já estava estabilizada. Tivemos redução de 19% nos crimes contra a pessoa, 33% nos crimes contra o patrimônio e 45% nas contravenções penais”, disse o oficial. Ele destacou que os resultados referem-se aos horários em que a operação é feita, no centro de Curitiba. A Operação Escudo também está implantada em Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel e em Maringá e em sete municípios da grande Curitiba.

Os policiais militares dos cursos em andamento na Academia Policial Militar do Guatupê (APMG) vão para as ruas em São José dos Pinhais, Pinhais, Colombo, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Araucária e Piraquara. “Vamos lançar a Operação Escudo, nesta semana, em Londrina e a levaremos para outras cidades. Sempre tendo como base os excelentes resultados que obtivemos em Curitiba e nas cidades onde já está funcionando mais esta ação da Polícia Militar, voltada especificamente para a comunidade”, disse Anselmo.

APROVAÇÃO – Nas ruas do centro de Curitiba, moradores e comerciantes aprovam a iniciativa da Polícia Militar, que flexibilizou os horários dos policiais militares do serviço administrativo. Agora, eles passam parte do horário de expediente nas ruas e se somam aos policiais militares que fazem o patrulhamento normal. Pamela Alves é estudante de administração. Ela conta que se sente mais segura com um número maior de policiais nas ruas. Carla Alves, prima de Pamela, mora em São Paulo. “Não são todos os Estados que tem interesse em melhorar a segurança da população”, comentou a estudante.

Leandro dos Santos é comerciante há 8 anos. Ele trabalha com venda de artesanatos na Rua XV de Novembro, centro da cidade. Segundo observou, é visível a diferença das ruas antes e depois da operação. “Os policiais nos passam mais confiança, além de nos proteger nos ajudam dando informações”, disse ele. Luciane é psicóloga e moradora do bairro Água Verde. Segundo ela, por estarem nas ruas os policiais passam a sensação de segurança.

Santina Guimarães das Neves é zeladora e acha importante a presença da polícia nas ruas para afastar as pessoas mal intencionadas. Já Noemia Alves, secretária de uma clínica perto do campo do Atlético, disse que, toda tarde, caminha 15 minutos para chegar ao ponto onde pega o ônibus e, agora, se sente mais segura vendo os policiais nas ruas. “Se, em algum momento, eu me sinto ameaçada por pessoas suspeitas atravesso a rua para ficar ao lado do policial”, comentou. Assis Dias, vendedor de uma loja de cadeiras, disse que sente a diferença quando os policiais estão na esquina da loja.